Parlamentar utilizou a tribuna durante sessão da Alero
Deputadao enfatizou que essa situação já se tornou recorrente no parlamento (Foto: Rafael Oliveira I Secom ALE/RO)
Porto Velho, RO - Durante
a sessão plenária desta terça-feira, o deputado Ismael Crispin (PSB)
fez um alerta ao Parlamento sobre a aprovação recorrente de subvenções
para a Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd), ao apresentar
seu parecer favorável pela Comissão de Constituição e Justiça, pela
legalidade e constitucionalidade ao Projeto de Lei Ordinária, PLO
674/2024, que dispõe sobre a concessão de subvenção econômica à Caerd e
autoriza o Poder Executivo a abrir crédito adicional suplementar por
anulação, até o valor de R$ 14.962.421,49, em favor da unidade
orçamentária Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec).
“Aprovar
essa subvenção é importante, e meu voto é favorável, porque sem ela
deixamos a população sem água. Contudo, toda vez que injetamos recursos
na Caerd, estamos retirando verbas de áreas igualmente críticas, como
saúde, educação e infraestrutura”, afirmou Crispin.
O parlamentar
chamou atenção para os impactos que essa medida tem em outras
necessidades do Estado, especialmente no período de chuvas, quando a
infraestrutura sofre com estradas deterioradas e pontes comprometidas.
Ismael
enfatizou que essa situação já se tornou recorrente no parlamento, com a
Caerd necessitando de ajuda financeira diversas vezes. Segundo o
deputado, essa prática gera um ciclo prejudicial, onde o orçamento do
Estado acaba comprometido, dificultando investimentos em áreas
essenciais para a população.
“Enquanto continuamos a aprovar
subvenções para a Caerd, deixamos de construir uma ponte, de abrir novas
UTIs e de investir em educação e infraestrutura”,
pontuou.EnfrentamentoO deputado fez um apelo para que o Governo e a
Caerd se mobilizem para resolver a questão de maneira estrutural.
Segundo
Crispin, é essencial que os principais responsáveis pelo cenário atual –
a Caerd e o Governo do Estado de Rondônia– sentem à mesa com o
parlamento para traçar um plano de ação sustentável, que reduza a
necessidade de subvenções e garanta que a companhia cumpra seu papel sem
sobrecarregar outras áreas do orçamento.
“A situação chegou ao
ponto em que não podemos mais ignorar. Precisamos agir com rigor e
buscar um caminho para que a Caerd se torne autossustentável, ou
encontraremos alternativas de gestão e operação que não prejudiquem as
outras áreas prioritárias do estado”, concluiu Crispin.
Fonte: ALE/RO
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